ESTÁGIOS NA CEIFA
A CEIFA Ambiente encara como missão e serviço a iniciativa de acolher e integrar na sua actividade empresarial alunos finalistas em estágios de curta duração. É uma iniciativa dirigida a diferentes graus de ensino em áreas vocacionadas para o Desenvolvimento Sustentável (DS) e, especialmente motivados para a promoção da interface entre a Ciência & Tecnologia e DS.
A CEIFA aposta, na área do Ambiente, na utilização de metodologias baseadas nos problemas, nas visões e saberes cruzados, no tratamento e utilização avançada da informação, nas abordagens intensivas de conhecimento e no desenvolvimento de competências organizativas, técnicas e tecnológicas.
Os desafios colocados aos estagiários classificam-se a quatro níveis:
Primeiro, o desenvolvimento da capacidade de adaptação num ambiente provisório. Os estagiários, pelo facto de continuarem a ter obrigações e preocupações decorrentes da sua actividade académica, e o próprio estágio ser uma actividade provisória, são confrontados com a necessidade de terem de gerir tempos e repartir responsabilidades. Este facto torna-se num aspecto negativo que, na CEIFA Ambiente, tem de ser transformado num desafio de adaptação.
Segundo, o assumir as responsabilidades decorrentes de competências definidas. Os estagiários estão integrados numa equipa de trabalho, com objectivos, competências e resultados espectáveis pré-definidos; reportam e prestam contas ao coordenador da equipa sobre as tarefas de sua responsabilidade.
Em terceiro, procura também gerir a confidencialidade e a utilização de conhecimentos com direitos de autor. O facto de estarem integrados numa equipa de trabalho, os estagiários, não só têm acesso a informações confidenciais da própria empresa, como, fruto das metodologias adoptadas, têm de saber lidar com informações, dados e conhecimentos reservados ou com direitos inerentes à propriedade intelectual. O Ambiente não só é uma área de utilização intensiva de saberes e cruzamento de conhecimentos como, também, um sector que cada vez mais faz recurso a estruturas organizadas em rede e parceria.
Por último, o quarto nível, que visa desenvolver competências não só baseadas nos contributos técnicos e tecnológicos mas, também e sobretudo, na compreensão da necessidade da polivalência, criatividade e visão. E isto porque, porventura a mensagem mais inovadora que o conceito de “desenvolvimento sustentável” nos evidencia é que temos que substituir as estratégias de desenvolvimento baseadas na “gestão da crise” por estratégias baseadas na “gestão da transformação”. E, estas estratégias, não só implicam transferências enormes de ciência como a participação dos actores envolvidos, para além de obrigarem a análises cuidadosas orientadas para o manejo dos processos de transformação em sistemas vulneráveis em que o Ambiente é pródigo.